segunda-feira, 16 de julho de 2012

EXquecer.

Estávamos bêbados de felicidade,
naquela noite julina que pairava um mundo,
há uns minutos atrás daria tudo para voltar atrás
o que hoje mudou em um segundo.

Não sei se foi o tempo,
se foi eu, você ou a falta de razão,
nada justificaria a falta que hoje você fazia em mim,
pois tive aos meus pés o que hoje não tenho nem mesmo nas mãos.

talvez a culpa seja mesmo é da necessidade de termos culpa,
talvez o medo seja parte de uma escuridão que me espera lá fora,
talvez a raiva seja uma alegria amanhã,
mas não quero que a dúvida seja a nossa única certeza.



Abri mão dos meus sentimentos e agora os peço de volta,
caso não tenha jogado fora,
Preciso deles para fugir do que já não me pertence,
eu lhe juro que agora vou embora.

Depois de dois anos, enfim assino minha liberdade,
o que foi condicional por alguns meses,
hoje me livro, mesmo contra minha vontade.

Sem direitos, sem algemas, sem acordos,
as grades que antes me mantinham firme,
se abriram e me exilaram do que um dia foi meu.
Me encontro agora sem rumo, sem destino, sem ser seu.

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