sexta-feira, 20 de julho de 2012

O que ficou preso no tempo verbal...

Eu poderia lhe dizer milhões de razões para te convencer ao contrário,não ficaria jamais magoada com aquele fato, nunca lhe daria razões para ficar magoado, nunca ligaria no meio da noite para dizer o que você deve fazer, muito menos o que já não me diz respeito, não pensaria em milhões de formas de poder continuar te vendo, não inventaria regras mirabolantes para ter você perto de mim, não teria discordado do fato de ser exclusivos, me arrumaria da melhor forma possível no dia 12 só para ter a maldita chance, não o percaria de vista.te acompanharia em todos os seus eventos mesmo odiando-os, iria à sua casa muito além de uma tarde, comeria o bolo da sua mãe e ainda discutiria assuntos da novela, mesmo eu nunca vendo, só para poder estar mais perto. Diria ao seu pai muito mais que uma boa noite, e aos seus avós trataria como os meus.faria dos próximos encontros os melhores, assistiria até mesmo futebol com você, desde que não me obrigasse a botar a maldita camisa e não prometeria que iria gritar junto com você mas quando o seu time fizesse gol (coisas impossíveis) eu estaria mais feliz por saber que você tem a mesma reação comigo.Diria que seus músculos cresceram, mesmo não tendo mudado nada, mentiria até mesmo na possibilidade de virar botafoguense. Continuaria aquela rotina sabendo que agora poderia ser diferente. não diria o que eu sinto apenas para mim, não teria cautela em dize-las,não teria cautela em agir. Iria mais vezes de surpresa na sua casa, nem que seja para tirar seu irmão do quarto só para ver tv, ou até quem sabe jantar com seus pais. Esperaria ansiosa por conseguir passar uma noite só eu e você. Veria todos os nossos filmes na sala 6.Não esqueceria de tudo que eu sinto nem por um segundo, nem por duas semanas,nem por três meses. Nunca deixaria o 'mais' do 'Eu te amo' virar 'mas'.Jamais iria àquela noite na sua casa para começar este futuro do pretérito, faria dele um futuro do presente, e deslizaria em uma borracha desenhando nosso presente, sem tropeçar em virgulas ou esbarrar ou parar em pontos finais.
Mas não posso, não poderia, não poderei. Talvez a culpa seja nossa, dos fatos, ou apenas do tempo verbal. Talvez.

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