Há quem diga que de todas as tempestades que se pode enfrentar no mundo, a pior delas é amar.Não existe pára-raio para isso, prevalece em qualquer estação do ano e o pior: nenhuma previsão do tempo consegue evitar.
Aos intensos como uma nevasca ou um inverno rigoroso, aos passageiros como uma estiagem no fim da tarde, às que são chuvas refrescantes em um dia quente, à aquelas chuvas de granizo que machucam mas por razões inexplicáveis você permanece na rua, à aquelas cansativas que exalam monotonia em um dia de domingo, a aquelas que dão vontade de dançar. Às que aparecem de surpresa em um dia ensolarado, às tão fracas que só dão pra ver com a luz do poste e à aquelas tão fortes que cobrem toda a visão e nos deixam encharcadas. Seja qual for a forma ou a intensidade,quem esta na chuva é para se molhar, e não há como evitar o bom e velho cheiro de terra molhada que todos deixam.
Acredito em contratempo, que por enquanto meus sentimentos estejam usando óculos escuros e protetor solar, exilados temporariamente em um país tropical, pois até agora todos os meus amores foram e são iguais chuvas de verão,não digo só pela rapidez pois alguns resistiram à algumas estações, mas pelo fato de que mesmo sendo arrasadores e impetuosos, todos vão embora depois como se nunca tivessem estado lá.
Mas quer uma dica? Nunca use guarda-chuvas.