As vezes penso que escrever ou falar talvez seja que nem uma estrada, pois se parar para pensar, andar pelos pés é uma tarefa fácil, o problema é pelas palavras; há mais buracos, tropeços e riscos de se atropelar nelas do que em qualquer superfície plana.
Lisas, concretas ou esburacadas, as palavras tem um poder de indicar caminhos, de formar trilhas, cabendo tanto aos meros viajantes traçarem sua rotina diária sobre elas, como também aos mais experientes nas estradas saírem da rotina e ainda sim contornarem nas curvas certas.
Não parece difícil, mas sempre achei que dirigir um carro exigisse um equilíbrio emocional imenso, não acho diferente quando se dirige as palavras.Saber obedecer o sinal vermelho e todas as regras exigidas, o melhor caminho para chegar ao objetivo, além passar pelos quebra-molas e ainda sim continuar firme, não é uma tarefa rápida no papel, ainda mais quando o caminho esta em branco.Engarrafar aqui então, é o mesmo estresse!
Só que entre quatro rodas ou quatro palavras, chegar ao destino é sempre o objetivo,e não importa o quão estressante seja o caminho, o volante, assim como o lápis estará sempre nas suas mãos, e você sempre será piloto dessa estrada, seja ela de asfaltos ou de espaços em branco.
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