segunda-feira, 16 de julho de 2012

EXquecer.

Estávamos bêbados de felicidade,
naquela noite julina que pairava um mundo,
há uns minutos atrás daria tudo para voltar atrás
o que hoje mudou em um segundo.

Não sei se foi o tempo,
se foi eu, você ou a falta de razão,
nada justificaria a falta que hoje você fazia em mim,
pois tive aos meus pés o que hoje não tenho nem mesmo nas mãos.

talvez a culpa seja mesmo é da necessidade de termos culpa,
talvez o medo seja parte de uma escuridão que me espera lá fora,
talvez a raiva seja uma alegria amanhã,
mas não quero que a dúvida seja a nossa única certeza.



Abri mão dos meus sentimentos e agora os peço de volta,
caso não tenha jogado fora,
Preciso deles para fugir do que já não me pertence,
eu lhe juro que agora vou embora.

Depois de dois anos, enfim assino minha liberdade,
o que foi condicional por alguns meses,
hoje me livro, mesmo contra minha vontade.

Sem direitos, sem algemas, sem acordos,
as grades que antes me mantinham firme,
se abriram e me exilaram do que um dia foi meu.
Me encontro agora sem rumo, sem destino, sem ser seu.

pilotando palavras, asfaltando textos.

     As vezes penso que escrever ou falar talvez seja que nem uma estrada, pois se parar para pensar, andar pelos pés é uma tarefa fácil, o problema é pelas palavras; há mais buracos, tropeços e riscos de se atropelar nelas do que em qualquer superfície plana.
    Lisas, concretas ou esburacadas, as palavras tem um poder de indicar caminhos, de formar trilhas, cabendo tanto aos meros viajantes traçarem sua rotina diária sobre elas, como também aos mais experientes nas estradas  saírem da rotina e ainda sim contornarem nas curvas certas.
    Não parece difícil, mas sempre achei que dirigir um carro exigisse um equilíbrio emocional imenso, não acho diferente quando se dirige as palavras.Saber obedecer o sinal vermelho e todas as regras exigidas, o melhor caminho para chegar ao objetivo, além passar pelos quebra-molas e ainda sim continuar firme, não é uma tarefa rápida no papel, ainda mais quando o caminho esta em branco.Engarrafar aqui então, é o mesmo estresse!
    Só que entre quatro rodas ou quatro palavras, chegar ao destino é sempre o objetivo,e não importa o quão estressante seja o caminho, o volante, assim como o lápis estará sempre nas suas mãos, e você sempre será piloto dessa estrada, seja ela de asfaltos ou de espaços em branco.

Se todo fim é um começo ...Recomeçar é viver.

   Há um grande problema quando se tem uma paixão secreta por pequenos e simples objetos que, para mim pelo menos, sempre dificultaram muita coisa: A borracha e a maldita tecla de apagar do teclado ( a qual já perdi a conta de quantas vezes já apertei só ate aqui), elas parecem simples e indefesas, ideais para correções ortográficas, mas péssimas para emoções.
    Tenho que me confessar, nunca fui boa em dizer as palavras certas, na verdade acho que falar para mim sempre foi um obstáculo, prefiro organizar meus pensamentos em letras do que em som, parece soar mais correto, menos confuso.Até que comecei a minha fissura por esses dois itens instigantes na minha vida. Nunca consigo achar a perfeição, nunca consegui continuar ou levar a fundo tudo o que faço ( vide a data em que esse blog foi criado e a data com que estou escrevendo) , talvez finalizar algo nunca tenha sido o meu forte.
   Em contratempo, não finalizar ultimamente esta sendo um grande passo para concluir.Sempre me disseram que todo fim é um novo começo e isso não faz muito sentido até você se deparar com portas fechadas e poucas saídas. Um mundo de possibilidades abre as janelas e ao pular elas já é um novo começo. Desistir  em alguns casos não quer dizer o final, e sim a chance para um novo começo.
  Por isso e por milhares de foras, términos, desetendimentos, faltas de coragem, diga-se de passagem todos esses causados pela falta de palavras, deram esse empurrãozinho para um recomeço.Uma troca justa talvez eu possa definir, falta de atitude por palavras, Decepções e perdas por textos pelos quais,onde desistir, aqui seja ganhar, e cabe a tecla de apagar determinar se eu sou uma perdedora.