sábado, 28 de julho de 2012

Entre brisas, cinzas e restos.


    Não sei exatamente o "por que" ou o que eu mais amo em você, se é o seu jeito, sua força, seu abraço, seu sorriso ou se é o seu modo filho da puta de ser mesmo. Talvez seja porque você me liga depois de eu enfim estar esquecendo, para ser ainda mais babaca do que você foi semana passada.Talvez porque eu ainda realmente ame o seu abraço, enquanto você só pensa em muito mais que isso. Talvez seja porque nós queremos preencher espaços diferentes nas nossas vidas. Não sei ao certo mas pode ser também o modo quanto você usa o meu amor, ou pelo menos o que eu tento demonstrar, como gasolina para o seu ego, adoro isso!
    E entre todas as coisas, a que anda vencendo é o modo como você me despreza e deixa claro a situação, não se importando com o quão despedaçada eu ficaria. Mas o que amo mesmo, de verdade, é o quanto eu mesma ando me magoando por aceitar isso.
    O grande problema de te amar é me odiar, porque só me odiando muito para deixar você atear fogo nos meus sentimentos, me importando mais em acender chamas do que em me queimar.
    Já não sei mais o que anda sobrando de mim, ando me perdendo de vista ultimamente, mas não quero deixar minhas cinzas nas suas mãos. Não quero que você as jogue sobre a cama até novos ventos substituírem ela.    Não posso permitir que eu continue a aceitar isso, mesmo que a sua persuasão seja maior que eu, mesmo que a minha dor seja maior que a minha felicidade, só para continuar a te ver. Não posso deixar esse masoquismo sentimental me dominar.
   Então por favor, deixe as minhas cinzas perto da janela e suas migalhas no lixo. Quero ser movida, assim como você, pelas brisas . E é claro, depois de me jogar ao vento, feche as janelas, pois não quero correr o risco de entrar de novo em sua vida, e permanecer no chão, até ser varrida com o todo o resto.

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