Não sei o que houve, na verdade acho que só você sabe, e por não saber as respostas disto, o traço se inclinou e você virou minha pergunta. No começo custou a se inclinar pois custei a perceber que eu já não era mais sua resposta.O interrogatório então chegou, e se multiplicou em minhas frases, em meus pensamentos, até que chegou ao meu sentimento.
Até aqui tudo bem, pois você era minha dúvida, mas quando tentei apagar umas três interrogações, acabei apagando só os traços inclinados, e sobrou só reticências. É meio estranho de se acreditar mas você era mais dúvida aqui do que enquanto interrogação, pois ainda havia alguma coisa mesmo que mal terminada, haviam créditos na possibilidade.
Não acredito que por falta de amor, mas por falta de equilíbrio, os três pontos foram se reduzindo até que se chegassem a um só. É, ou era, engraçado ver tudo o que passamos compactado a uma pequena esfera.Éramos o ponto Final. Fiquei esperando virgulas acompanharem, mas nada feito, só mais dúvidas para fecharem a frase. Estávamos de novo presos a uma resposta, o único problema é que já não veria mais nada em seguida. Era o desfecho.
Mas, não sei quanto a você, mas para mim, foi e está sendo difícil enxergar isso, e não sei se é pior ou não, mas acabo tendo minha visão distorcida e você para mim, é um ponto final esticado e piscando, isso mesmo, aquele cursor que fica piscando quando termina de digitar, o que vem, ousado, depois do ponto final. É a minha angústia de poder ou não continuar escrevendo. É poder escrever mas já não ter a história. É o que poderia, mas fica na expectativa de só poder ser.

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