E continuo nessa minha busca incessante de tentar descobrir o porque dessa minha mania horrível de cutucar feridas antigas, de reabrir o que parecia já ter sarado.Por que não basta se apegar ao que faz bem, eu com a minha consciência já condenada à eutanasia, busca se apegar até mesmo ao que já não é agradável - e por tanto tempo se contentando com isso, tornou-se um vício - justificado talvez pelo mero prazer de querer sentir alguma coisa, mesmo que não seja algo bom, só para pelo menos ter o que sentir.
Parece loucura (e é), mas não consigo parar de reler várias vezes o final desse livro, de todas as formas possíveis, ou até impossíveis, para procurar em entrelinhas respostas de fatos que de tanto ler, acabei descobrindo que tinha mais finais do que imaginei, e poderia ter acabado muito antes, não por falta de personagem, mas por falta de amor.
Já até decorei todas as suas falas em todas as formas de despedida, e mesmo relendo pela enésima vez ainda fico na angustia de poder ser diferente, ou pelo menos encontrar um detalhe que eu não tenha percebido antes para finalizar de vez. Mas acho que é esse apego nosso que não nos faz fechar o livro, ou pelo menos nos deixa na tentativa de escrever outros finais em rascunhos para um livro que já foi lançado, e acabamos sempre vivendo um romance que já não nos pertence mais.
Algo interessante são os últimos parágrafos desta saga, que ao ver você partir e me repartir, é quando penso o quanto eu não imaginei que você me fazia mal. Mas me enganei, errei o vilão. Descobri que quem me fazia mal era eu mesma.
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